Interpretação de Texto – Simulado #03

Simulado de interpretação de texto retirado de Prova Objetiva aplicada pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa – FADESP, no concurso público do BANPARÁ.

LASTRO E O SISTEMA BANCÁRIO
[…] Até os anos 60, o papel-moeda e o dinheiro depositado nos bancos deviam estar
ligados a uma quantidade de ouro num sistema chamado lastro-ouro. Como esse metal é
limitado, isso garantia que a produção de dinheiro fosse também limitada. Com o tempo, os
banqueiros se deram conta de que ninguém estava interessado em trocar dinheiro por ouro
e criaram manobras, como a reserva fracional, para emprestar muito mais dinheiro do que
realmente tinham em ouro nos cofres. Nas crises, como em 1929, todos queriam sacar
dinheiro para pagar suas contas e os bancos quebravam por falta de fundos, deixando sem
nada as pessoas que acreditavam ter suas economias seguramente guardadas.
Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão-ouro. Desde então, o
dinheiro, na forma de cédulas e principalmente de valores em contas bancárias, já não
tendo nenhuma riqueza material para representar, é criado a partir de empréstimos. Quando
alguém vai até o banco e recebe um empréstimo, o valor colocado em sua conta é gerado
naquele instante, criado a partir de uma decisão administrativa, e assim entra na economia.
Essa explicação permaneceu controversa e escondida por muito tempo, mas hoje está clara
em um relatório do Bank of England de 2014.
Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo é criado assim, inventado em
canetaços a partir da concessão de empréstimos. O que torna tudo mais estranho e
perverso é que, sobre esse empréstimo, é cobrada uma dívida. Então, se eu peço dinheiro
ao banco, ele inventa números em uma tabela com meu nome e pede que eu devolva uma
quantidade maior do que essa. Para pagar a dívida, preciso ir até o dito “livre-mercado” e
trabalhar, lutar, talvez trapacear, para conseguir o dinheiro que o banco inventou na conta
de outras pessoas. Esse é o dinheiro que vai ser usado para pagar a dívida, já que a única
fonte de moeda é o empréstimo bancário. No fim, os bancos acabam com todo o dinheiro
que foi inventado e ainda confiscam os bens da pessoa endividada cujo dinheiro tomei.
Assim, o sistema monetário atual funciona com uma moeda que é ao mesmo tempo
escassa e abundante. Escassa porque só banqueiros podem criá-la, e abundante porque é
gerada pela simples manipulação de bancos de dados. O resultado é uma acumulação de
riqueza e poder sem precedentes: um mundo onde o patrimônio de 80 pessoas é maior do
que o de 3,6 bilhões, e onde o 1% mais rico tem mais do que os outros 99% juntos.
[…]

Disponível em https://fagulha.org/artigos/inventando-dinheiro/

Questão 1

Em No fim, os bancos acabam com todo o dinheiro que foi inventado e ainda confiscam os bens da pessoa endividada cujo dinheiro tomei (linhas 23 e 24), a palavra grifada é sinônima de




Questão 2

De acordo com o autor do texto Lastro e o sistema bancário, a reserva fracional foi criada com o objetivo de




Questão 3

A classe a que pertence a palavra grifada está corretamente indicada em




Questão 4

Em Esse é o dinheiro que vai ser usado para pagar a dívida, já que a única fonte de moeda é o empréstimo bancário (linhas 22 e 23), a expressão grifada poderia ser substituída por




Questão 5

A leitura do texto permite a compreensão de que




Questão 6

Em Até os anos 60, o papel-moeda e o dinheiro depositado nos bancos deviam estar ligados a uma
quantidade de ouro num sistema chamado lastro-ouro (linhas 1 e 2), a locução verbal poderia ser
substituída, sem afetar o sentido do enunciado, por




Questão 7

O autor do texto emprega com o mesmo significado os termos




Questão 8

O enunciado em que duas ideias se opõem é




Questão 9

De acordo com o autor do texto, o sistema lastro-ouro causou problemas como os que aconteceram




Questão 10

O enunciado em que a vírgula foi empregada em desacordo com as regras de pontuação é




Tempo de simulado:

2 comentários

  1. Gelson
    #QT-4798 A questão não destaca a Expressão Grifada. Ai tem que imaginar.

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